Dados reais de uma campanha de Google Ads ativa numa revenda de gás GLP. Cada ligação foi conferida uma a uma no registro de chamadas do mês — não é estimativa, não é projeção. É o que acontece quando uma revenda decide aparecer no exato instante em que o cliente procura por gás.
Cada quadrado é um dia de agosto. A cor mostra quantas vezes o telefone ou o WhatsApp trouxeram um cliente naquele dia.
De cada 100 pessoas que viram o anúncio, quantas clicaram — e de cada 100 que clicaram, quantas pegaram o telefone.
impressões → cliques → ligações — números reais, sem estimativa
Repare no segundo salto: quase 3 em cada 10 pessoas que clicaram no anúncio ligaram direto para a loja (29,1% dos cliques viraram ligação). É o comportamento típico de quem já está com o botijão vazio — não quer navegar o site, não quer comparar preço em cinco lugares, quer resolver agora. Um anúncio no Instagram não captura esse instante. Uma busca no Google, sim.
Os mesmos contatos de agosto, organizados por dia da semana e por semana do mês.
soma de todo agosto, agrupado por dia
semana 1 = dias 01–07, e assim por diante
Sábado e domingo, sozinhos, respondem por 37% de todas as ligações do mês — 150 chamadas em apenas 2 dos 7 dias da semana. No WhatsApp, a concentração é ainda maior: 56% das conversas aconteceram no fim de semana. É o momento em que a cozinha fica sem gás e a revenda de sempre pode estar fechada — e é justamente aí que quem está no Google é encontrado primeiro.
A campanha não rodou de um jeito só — foram duas estratégias trabalhando ao mesmo tempo, com papéis diferentes.
A campanha ampla é a rede de segurança: baixo custo por clique (R$ 0,44) e presença simultânea em vários canais. A campanha de busca direta é o bisturi — CTR de 18,40%, quase 3 vezes maior, porque só aparece para quem já está digitando algo relacionado a gás. Custa mais por clique (R$ 1,79), mas é o clique de quem está a um passo de comprar.
O orçamento da campanha de busca direta esgotou antes de o mês acabar — e isso tem um preço. O próprio Google registrou o motivo do status como "limitado pelo orçamento".
só na campanha de busca direta — a de alcance amplo não reporta esse dado
Em 45,43% das buscas por gás na região, o anúncio já aparecia em primeiro lugar. Mas rodando a conta do próprio relatório do Google: em outras 43,91% das vezes em que a loja poderia ter aparecido em primeiro lugar, isso não aconteceu — não por falta de gente procurando, mas porque o orçamento diário acabou antes do dia terminar. Vale notar o padrão: a última semana de agosto, quando a campanha já vinha operando sob esse limite o mês inteiro, foi justamente a semana com menos da metade das ligações da primeira (45 contra 119 — ver Prova 03). Não dá pra provar causa e efeito dia a dia, mas os números batem.
Um canal que a campanha de Google Ads não rastreia diretamente — mas que também mostra o cliente batendo à porta.
Diferente das ligações — que a campanha do Google rastreia uma a uma — essas 52 conversas vêm de qualquer pessoa que chegou até a página da loja: parte pode ter vindo do anúncio, parte de busca orgânica, indicação, ou de quem já tinha o número salvo. Não dá pra separar essa origem, então esse número entra aqui como canal complementar, não somado ao funil de anúncios da Prova 02. Mesmo assim, ele reforça o argumento: quando a loja está visível, o cliente aparece por mais de um caminho.
Comparado ao que a maioria das revendas ainda gasta tentando ser lembrada.
Um ímã de geladeira custa para imprimir, custa para entregar de porta em porta — e só funciona se o cliente lembrar de procurar o ímã certo entre vários outros colados na porta. Um post patrocinado em rede social aparece para quem está distraído rolando o feed, não para quem está com o botijão vazio na mão. Nenhum dos dois aparece no instante exato em que a busca acontece. Aqui, para cada ligação que chegou na loja, o custo foi de R$ 2,70 — o preço de aparecer bem na frente de alguém que já decidiu comprar gás, só falta escolher de quem.
O Google não é gasto. É o único canal que aparece exatamente quando o cliente decide comprar. Se a sua revenda não está lá nesse instante, alguém da concorrência está.